Ancelotti ganha R$ 120 mi: mais que salário Congresso 2026 inteiro
Carlo Ancelotti embolsa R$ 120 milhões por ano para comandar a Seleção Brasileira. O valor supera em 50% o custo anual de TODO o salário do Congresso Nacional em 2026, estimado em R$ 80 milhões para os 594 parlamentares.
A conta é simples e brutal: o italiano recebe mais sozinho do que 594 congressistas juntos. E caiu nas oitavas da Copa América.
Enquanto isso, os técnicos que chegaram à final — Lionel Scaloni (Argentina) e Marcelo Bielsa (Uruguai) — somam R$ 55 milhões anuais. Juntos, não alcançam metade do que Ancelotti fatura.
O negócio de ouro da CBF
Ancelotti assinou com a CBF em janeiro por três anos. Contrato: R$ 360 milhões até 2027. São R$ 10 milhões por mês. R$ 333 mil por dia. R$ 13,8 mil por hora.
Scaloni, campeão mundial e bicampeão da América, ganha R$ 30 milhões anuais. Bielsa, vice-campeão, recebe R$ 25 milhões. A soma dos dois não paga oito meses de Ancelotti.
O técnico italiano comandou o Brasil em seis jogos oficiais. Vitórias modestas sobre Equador, Paraguai, Colômbia e Costa Rica. Eliminação humilhante para o Uruguai nas oitavas.
Custo por partida: R$ 20 milhões. Nenhum título. Nenhuma campanha memorável.
Comparação com o poder público
O salário de um deputado federal em 2026 será de R$ 42.880,00 mensais — R$ 514 mil anuais. Um senador recebe o mesmo. São 513 deputados e 81 senadores.
Total da folha parlamentar básica: R$ 305 milhões por ano. Ancelotti sozinho custa 39% disso.
Mas se considerarmos apenas o subsídio mensal sem benefícios extras, o técnico supera proporcionalmente qualquer comparação com o serviço público brasileiro.
Um ministro do Supremo Tribunal Federal ganha R$ 41 mil mensais. Ancelotti recebe o equivalente a 243 ministros da mais alta corte do país.
O modelo Real Madrid
Ancelotti deixou o Real Madrid, onde construiu seu império de cinco Champions League, para assumir a Seleção. No clube espanhol, recebia cerca de R$ 65 milhões anuais.
A CBF pagou quase o dobro. Dinheiro de patrocínio, direitos de transmissão e repasses da FIFA. Nada sai do orçamento público direto — mas a conta moral é pesada.
O Brasil investiu em marketing, em nome, em currículo. Scaloni investiu em trabalho. Bielsa, em convicção. Ambos chegaram mais longe com menos da metade do orçamento.
A conta que não fecha
A eliminação precoce na Copa América expôs a fragilidade do modelo CBF: contratar pelo nome, pagar fortunas, entregar resultados medíocres.
Ancelotti é um dos maiores técnicos da história. Mas nem seu passado de glórias justifica um salário que envergonha comparações com instituições inteiras do Estado brasileiro.
Enquanto parlamentares ganham R$ 42 mil mensais para legislar sobre 215 milhões de brasileiros, Ancelotti embolsa R$ 10 milhões para comandar 11 jogadores em campo.
E perdeu nas oitavas.
O futebol virou negócio de luxo. A Seleção, vitrine cara demais para resultado nenhum.