Ariana Grande gera polêmica por magreza extrema em foto
Ariana Grande, 31 anos, patrimônio estimado em US$ 240 milhões pela Forbes, virou alvo de críticas ferozes nas redes sociais após surgir visivelmente mais magra em foto ao lado da atriz Michelle Yeoh. A imagem, que deveria celebrar o encontro entre duas estrelas, virou campo de batalha sobre saúde, aparência e os limites da opinião pública.
A cantora, que protagoniza o aguardado filme "Wicked" — produção da Universal Pictures com orçamento de US$ 145 milhões —, apareceu com o rosto afinado e braços consideravelmente mais magros que em registros anteriores. O contraste chamou atenção imediata.
O preço da fama
"Ela precisa de ajuda urgente", disparou um usuário com 340 mil seguidores no X (antigo Twitter). Outro emendou: "Hollywood mata suas estrelas devagar, e nós assistimos aplaudindo".
Não é a primeira vez. Ariana já enfrentou comentários similares durante a divulgação de "Wicked", quando vídeos nos bastidores mostraram sua transformação física para viver Glinda. A pressão estética em Hollywood — onde atrizes ganham ou perdem papéis por quilos na balança — não é novidade.
"Corpos mudam. Julgamentos não deveriam", postou uma fã em defesa da cantora, acumulando 89 mil curtidas.
Silêncio calculado
Grande não se pronunciou sobre a nova onda de comentários. Sua assessoria, comandada pela poderosa Scooter Braun — o mesmo empresário que gerenciou Justin Bieber e faturou US$ 400 milhões com venda de catálogos musicais — mantém silêncio estratégico.
O timing é delicado. "Wicked" estreia em novembro, com expectativa de arrecadação global superior a US$ 500 milhões. Qualquer controvérsia pode afetar bilheteria, merchandising e, consequentemente, os bolsos dos estúdios.
Padrão que mata
Os números são brutais: 9% das mulheres americanas desenvolverão transtornos alimentares ao longo da vida, segundo a National Association of Anorexia Nervosa. Em Hollywood, onde o padrão estético dita contratos milionários, a estatística dispara.
Lily Collins, Kate Winslet e Lady Gaga já denunciaram a pressão da indústria. Gaga, aliás, amiga próxima de Ariana, revelou em 2020 ter sido orientada a "perder 10 quilos" para um papel — orientação que recusou publicamente.
Dinheiro fala mais alto
Enquanto internautas debatem saúde mental e padrões estéticos, os números de Ariana seguem robustos. Seus perfis somam 376 milhões de seguidores. Cada post vale, em média, US$ 1,5 milhão em publicidade. Controvérsias, neste universo, viram engajamento. Engajamento vira dinheiro.
A Universal Pictures não comentou. Michelle Yeoh, vencedora do Oscar, também permaneceu em silêncio. No mundo corporativo do entretenimento, polêmicas se resolvem com assessorias jurídicas, não declarações impulsivas.
Ariana Grande continua sua turnê promocional de "Wicked". O corpo dela, magro ou não, seguirá gerando cliques, debates e, principalmente, lucro para uma máquina que não para.