Atlético-MG x Bahia: quanto vale o jogo para os donos dos clubes
Enquanto você paga R$ 89,90 por mês em streaming para ver Atlético-MG e Bahia nesta segunda-feira, os donos do jogo faturam milhões. A bola rola às 20h no Mineirão pela 19ª rodada do Brasileirão, mas o placar que realmente importa está fora de campo.
O preço do espetáculo
A Série A movimentou R$ 4,7 bilhões em 2025 apenas em direitos de transmissão. Desse bolo, clubes como Galo e Bahia embolsam fatias que fazem inveja ao patrimônio de senadores médios — R$ 47 milhões por temporada cada.
Rubens Menin, dono da SAF do Atlético-MG, acumula fortuna estimada em R$ 6,8 bilhões. Do outro lado, o Grupo City controla o Bahia através de participação minoritária avaliada em US$ 100 milhões.
Quem assiste e quem lucra
O jogo será transmitido pelo Premiere (pay-per-view) e Globoplay (apenas para assinantes premium). Tradução: você paga duas ou três vezes para ver o mesmo produto.
- Premiere: R$ 89,90/mês
- Globoplay + canais: R$ 54,90/mês
- Total para o torcedor: até R$ 144,80/mês
Enquanto isso, a CBF registrou receita de R$ 1,9 bilhão em 2025. Presidente Ednaldo Rodrigues declarou patrimônio de R$ 2,3 milhões — número questionável para quem comanda essa máquina.
O negócio por trás da bola
Atlético-MG vive momento delicado na tabela: 12º colocado com 24 pontos. Cada posição no Brasileirão vale entre R$ 2 e R$ 40 milhões em premiação. A queda para Série B? Prejuízo de R$ 200 milhões.
Bahia, em 6º lugar com 31 pontos, briga por vaga na Libertadores — que garante no mínimo US$ 3 milhões (R$ 15 milhões) só por participar.
"Futebol virou hedge fund. Ganhar ou perder significa valorizar ou desvalorizar ativos de bilhões"
Escalações prováveis
Atlético-MG: Everson; Saravia, Battaglia, Alonso e Guilherme Arana; Otávio, Alan Franco e Zaracho; Scarpa, Paulinho e Hulk.
Bahia: Marcos Felipe; Arias, Gabriel Xavier, Kanu e Luciano Juba; Caio Alexandre, Jean Lucas, Everton Ribeiro e Cauly; Thaciano e Everaldo.
Quem ganha sempre
Independente do resultado no gramado, os números não mentem. Dirigentes, investidores e emissoras faturam. O torcedor? Paga a conta e torce para seu time não cair.
A diferença entre o patrimônio de senadores (média de R$ 2,1 milhões segundo TSE) e o de donos de SAFs chegou a níveis obscenos. Menin sozinho tem mais que 3.200 parlamentares juntos.
O apito inicial é às 20h. Mas o jogo do dinheiro começou muito antes.