Copa do Brasil move R$ 70 mi enquanto Brasília assiste de fora
Enquanto Brasília não tem um clube sequer nas oitavas de final da Copa do Brasil, Internacional e Corinthians entram em campo nesta quarta-feira para disputar uma fatia de R$ 70 milhões em premiação. O dinheiro que está em jogo no Beira-Rio equivale a mais de três anos de orçamento de qualquer time do Distrito Federal.
A bola rola às 21h30, em Porto Alegre. Quem vencer leva R$ 3,4 milhões só pela classificação. O campeão da Copa do Brasil embolsa R$ 73,5 milhões no total. Para efeito de comparação, o orçamento anual do Brasiliense gira em torno de R$ 15 milhões.
O Confronto dos Gigantes
Internacional e Corinthians representam duas das maiores máquinas de fazer dinheiro do futebol brasileiro. O Colorado faturou R$ 523 milhões em 2023. O Timão, mesmo endividado em R$ 2,1 bilhões, movimentou R$ 706 milhões no mesmo período.
A partida será transmitida por Amazon Prime Video e Sportv. Só a Amazon pagou R$ 150 milhões por ano para ter exclusividade digital da Copa do Brasil. É o tipo de negócio que clubes de Brasília nem sonham em fazer.
Brasília Fora do Mapa
O poder político da capital federal não se traduz em poder de fogo no futebol. Enquanto deputados e senadores decidem os rumos de bilhões em emendas parlamentares, os times locais amargam orçamentos de terceira divisão.
Gama e Brasiliense, os maiores do DF, juntos não movimentam um décimo do que Corinthians fatura sozinho. A distância entre o poder político e o poder econômico esportivo nunca foi tão evidente.
O Que Está em Jogo
Além da bolada em dinheiro, o vencedor encara nas quartas de final Juventude ou Fluminense. A final está marcada para outubro, com transmissão garantida em horário nobre e patrocínios milionários.
Internacional vem de vitória no Brasileirão e joga em casa. Corinthians aposta na experiência de jogadores caros como Memphis Depay, contratado por cifras que poderiam bancar uma temporada inteira de todos os clubes brasilienses juntos.
O técnico Roger Machado, do Inter, tem à disposição um elenco avaliado em R$ 387 milhões. Do outro lado, Ramón Díaz comanda atletas que valem R$ 512 milhões segundo o Transfermarkt.
Brasília Só na Arquibancada
Enquanto os gigantes brigam por milhões, Brasília segue como espectadora. A capital do poder político brasileiro permanece irrelevante no mapa do futebol que realmente importa — aquele onde se decide quem fica com o dinheiro grosso.
O jogo desta quarta é mais que uma disputa esportiva. É um lembrete de que poder político e poder econômico são coisas completamente diferentes. E no futebol brasileiro, quem manda é o dinheiro do eixo Rio-São Paulo-Sul.