Garotinho volta: ex-governador disputa Rio pelos Republicanos
Enquanto você luta para pagar o aluguel, um nome que parecia enterrado na política brasileira ressurge com força total. Anthony Garotinho, ex-governador do Rio de Janeiro, foi escolhido pelo Republicanos para disputar o Palácio Guanabara em 2026.
O partido — que abriga alguns dos ricos do Congresso e tem na bancada evangélica sua força motora — confirmou a vitória de Garotinho na disputa interna contra André Português. A convenção que oficializa a candidatura está marcada para sábado, 25 de julho.
O retorno do político das mil vidas
Garotinho não é iniciante. O homem já foi prefeito de Campos, governador do Rio, candidato a presidente e protagonista de escândalos que chacoalharam a política fluminense. Prisões, acusações, absolvições — o currículo é vasto.
Agora, aos 64 anos, ele volta pela porta da frente. E não por qualquer partido: pelos Republicanos, legenda que cresceu exponencialmente nos últimos anos surfando na onda conservadora e religiosa.
Dinheiro e poder: a matemática dos Republicanos
O Republicanos não é um partido qualquer. É a legenda que controla a segunda maior fatia do fundo eleitoral — bilhões de reais do seu bolso irrigando campanhas pelo Brasil.
A escolha de Garotinho não foi acidente. Foi estratégia. O ex-governador traz três ativos valiosos:
- Base eleitoral consolidada no interior fluminense
- Penetração em igrejas evangélicas
- Nome conhecido — para o bem ou para o mal
André Português, o derrotado na disputa interna, terá que engolir seco. A cúpula nacional do partido bateu o martelo. Garotinho é o nome.
O que está em jogo no Rio
O estado do Rio de Janeiro não é qualquer praça eleitoral. É o segundo maior colégio eleitoral do país. É vitrine nacional. É poder.
Quem controla o Palácio Guanabara controla contratos bilionários, nomeações estratégicas, influência sobre prefeituras. O Rio é o prêmio gordo da política brasileira, logo atrás de São Paulo.
E os Republicanos querem sua fatia desse bolo. Com Garotinho ou com qualquer outro nome que possa vencer.
O cálculo por trás do nome polêmico
Garotinho carrega bagagem pesada. Processos judiciais, denúncias de corrupção, investigações. Mas o partido fez as contas.
Na matemática política, votos importam mais que reputação. E Garotinho sabe conquistar votos. Especialmente no interior, onde seu nome ainda mobiliza multidões.
A aposta é arriscada, mas calculada. O Republicanos está disposto a absorver o desgaste em troca do potencial eleitoral.
Quanto vale um ex-governador reciclado?
A pergunta que ninguém responde publicamente: quanto custou essa aliança? Quais promessas foram feitas? Que cargos foram negociados?
Nas entranhas da política brasileira, nada acontece por acaso. Cada movimento tem preço. Cada apoio é negociado.
Garotinho volta ao jogo não por nostalgia. Volta porque há interesses concretos, dinheiro real e poder tangível em disputa.
E você, eleitor comum, é apenas a plateia desse espetáculo.