Guerra no Golfo: quanto os bilionários perdem com ataque ao Irã

Guerra no Golfo: quanto os bilionários perdem com ataque ao Irã
Foto: Metrópoles

Enquanto você paga R$ 6 no litro da gasolina, eles movem bilhões em segundos.

Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira uma nova rodada de ataques contra alvos militares iranianos no Estreito de Ormuz. O cessar-fogo acabou. As bombas voltaram a cair.

E os bilionários do petróleo já estão calculando.

O que está em jogo no Estreito

O Estreito de Ormuz é o pescoço de garrafa do petróleo mundial. Por ali passa 21% do óleo consumido no planeta. Feche essa torneira e o preço explode.

A operação militar americana mira as capacidades iranianas de bloquear a passagem. Mísseis, baterias antiaéreas, embarcações de ataque rápido. Tudo na mira do Pentágono.

O Irã já ameaçou fechar o Estreito dezenas de vezes. Agora, com bombas caindo, a ameaça ganha corpo.

Quem ganha com o caos

Petróleo em alta significa fortuna para alguns, miséria para muitos.

  • Bilionários do setor energético veem seus ativos dispararem
  • Fundos de commodities lucram com a volatilidade
  • Empresas de defesa faturam com novos contratos
  • Especuladores apostam na escalada do conflito

No Brasil, nomes do ranking bilionários brasil ligados ao setor de óleo e gás já sentem o impacto. Para cima, claro.

A Petrobras, com participação de investidores bilionários brasileiros, tende a surfar na onda. Petróleo mais caro significa mais receita. Ações sobem. Dividendos gordos no horizonte.

E quem perde

O resto de nós.

Gasolina mais cara. Diesel idem. Frete sobre. Inflação dispara. O pão na padaria fica mais caro porque o caminhão que o trouxe queimou combustível mais caro.

Companhias aéreas sangram. Indústria química sofre. Transporte rodoviário afunda. Mas isso não aparece no balanço dos fundos que controlam essas empresas — eles já venderam na alta e apostaram na queda.

"Guerras são péssimas para a humanidade, mas excelentes para determinadas carteiras"

A frase é cruel, mas verdadeira. Foi dita por um gestor de hedge fund americano durante a invasão do Iraque em 2003.

O jogo dos grandes

Enquanto Washington e Teerã trocam mísseis e ameaças, os verdadeiros jogadores movem peças no tabuleiro financeiro.

Contratos futuros de petróleo. Opções de venda e compra. Derivativos complexos que apostam na guerra ou na paz. Tudo em milissegundos, longe dos olhos de quem vai pagar a conta no posto.

Os nomes do topo do ranking bilionários brasil não aparecem diretamente nessas operações. Usam fundos, offshores, estruturas societárias que ocultam a origem do capital.

Mas estão lá. Sempre estiveram.

A conta chega para quem?

Para você que lê isso no ônibus, no metrô, no intervalo do trabalho.

Os ataques ao Irã não são apenas notícia internacional distante. São o preço que você vai pagar no supermercado semana que vem. São as ações que alguns poucos venderam ontem e vão recomprar amanhã, mais baratas, depois do pânico.

É o jogo. E você não foi convidado para jogar.

Só para pagar as fichas.

Carolina Pereira Ferraz

Carolina Pereira Ferraz

Cronista de poder e dinheiro. Ex-Forbes Brasil, ex-Piauí. Especializada em rankings de riqueza, dinastias políticas e herdeiros do poder.