Humberto Costa: fortuna e poder em nova disputa ao Senado
Enquanto o salário mínimo mal paga o aluguel, um senador brasileiro embolsa R$ 44 mil mensais — fora verbas, auxílios e penduricalhos que fazem o contracheque ultrapassar R$ 100 mil. Humberto Costa quer mais quatro anos nessa mamata.
O médico petista acaba de ser lançado pela Federação Brasil da Esperança — PT, PV e PCdoB — como candidato ao Senado por Pernambuco nas eleições de 2026. Será sua terceira tentativa de renovar o mandato vitalício disfarçado de democracia.
O homem dos R$ 1,8 milhão
Costa declarou ao TSE patrimônio de R$ 1,8 milhão na última eleição. Nada mal para quem passou a vida em cargos públicos. O dinheiro está espalhado em imóveis, aplicações financeiras e participação em empresa.
Entre os políticos mais ricos do Brasil, Costa fica no meio da tabela. Longe dos bilionários como Sérgio Reis e Nelsinho Padovani, mas bem acima da renda média do pernambucano comum — que ganha R$ 1.500 por mês.
A máquina vermelha em ação
A Federação Brasil da Esperança funciona como empresa de capital fechado. PT, PV e PCdoB dividem palanques, dinheiro de campanha e cargos. Votam sempre juntos no Congresso. É um casamento com contrato de gaveta.
Costa é peça-chave nesse arranjo. Ex-ministro da Saúde de Lula, ele controla verbas e emendas parlamentares que irrigam redutos eleitorais em Pernambuco. Cada emenda pode chegar a R$ 50 milhões por ano.
O senador usa a máquina pública como trampolim político há décadas:
- Deputado federal por três mandatos (1999-2011)
- Ministro da Saúde no primeiro governo Lula (2003-2005)
- Senador desde 2011, com reeleição em 2018
Quanto vale uma cadeira no Senado
O mandato de senador é o mais cobiçado da República. São apenas 81 vagas para 215 milhões de brasileiros. Cada um com poder de bloquear leis, indicar ministros de tribunais superiores e blindar aliados.
O custo médio de uma campanha vitoriosa ao Senado passa de R$ 10 milhões. Mas o retorno compensa: oito anos de salários, mordomias e influência sobre o Orçamento da União — R$ 5 trilhões em 2025.
Costa terá 72 anos em 2026. Se eleito, ficará no cargo até 2034, aos 80 anos. Um octogenário definindo o futuro de um país jovem.
A disputa bilionária
Pernambuco elegerá um senador em 2026. A briga promete movimentar dezenas de milhões em campanhas. Do outro lado, nomes do Centrão e da direita já afiam os dentes.
O governador Raquel Lyra (PSDB) articula candidatura própria ou de aliado. Empresários locais sondam viabilidade eleitoral. Todos de olho no filé mignon do Senado Federal.
Costa aposta na máquina petista e no apoio do presidente Lula para segurar a vaga. A receita é conhecida: programas sociais, emendas para prefeituras e discurso contra "a elite".
Ironia é que o senador faz parte dessa elite há 25 anos. Vive dela. Prospera com ela. E quer continuar nela até virar pó.
"A política brasileira é um clube fechado onde os mesmos rostos se revezam no poder há décadas, acumulando patrimônio enquanto prometem mudar o país."
O eleitor pernambucano terá a palavra final em outubro de 2026. Até lá, prepare o bolso: essa festa vai sair cara.