Krugman detona Trump e prevê vitória de Lula no jogo bilionário

Krugman detona Trump e prevê vitória de Lula no jogo bilionário
Foto: Metrópoles

Enquanto políticos mais ricos do Brasil discutem pacotes fiscais em Brasília, um Nobel de Economia jogou uma bomba sobre a mesa: as tarifas de Donald Trump podem ser o melhor presente para Lula em 2025.

Paul Krugman, economista que ganhou o Nobel em 2008 e movimenta fortunas com suas análises, soltou o verbo contra o republicano. Para ele, o tarifaço prometido por Trump vai explodir na própria cara.

O Brasil que Trump não conhece

Krugman foi direto: as exportações brasileiras estão tão diversificadas que tarifas americanas serão irrelevantes. Enquanto isso, o PIB dos Estados Unidos pode sangrar com a guerra comercial.

"Trump não entende que o Brasil de hoje não é o Brasil de 20 anos atrás", disparou o economista em entrevista.

Os números provam. O Brasil exporta para mais de 200 países. China, União Europeia e mercados emergentes consomem a maior parte da produção nacional. Os EUA? Apenas uma fatia do bolo.

Pix: a revolução que vale bilhões

Mas Krugman não parou nas tarifas. Ele rasgou elogios ao Pix, o sistema de pagamentos instantâneos que movimenta trilhões de reais por ano no Brasil.

"É uma das inovações financeiras mais impressionantes do mundo", afirmou o Nobel.

Enquanto bancos americanos cobram fortunas por transferências, o brasileiro faz Pix de graça. São mais de 180 milhões de usuários. Em 2024, o sistema processou R$ 17 trilhões.

Para Krugman, isso mostra capacidade técnica e planejamento estratégico — algo que falta em muitas economias ricas.

O jogo político por trás dos trilhões

A fala de Krugman não é inocente. Ela acontece enquanto políticos mais ricos do Brasil e dos EUA movimentam bilhões em investimentos e lobbies.

Trump representa o protecionismo industrial. Lula, o pragmatismo comercial.

A previsão do economista é clara: se Trump insistir nas tarifas, Lula ganha munição política. O discurso de independência comercial se fortalece. O Sul Global se une contra o unilateralismo americano.

"Tarifas não funcionam quando o país-alvo tem alternativas. E o Brasil tem muitas", cravou Krugman.

Quem ganha com a guerra comercial

Enquanto Trump bate no peito, quem sorri são os competidores dos EUA:

  • China amplia acordos comerciais com o Brasil
  • União Europeia negocia mais acesso ao mercado brasileiro
  • Índia e Rússia aumentam importações de commodities
  • Empresas brasileiras ganham poder de barganha

Para o eleitor americano, o resultado pode ser cruel: inflação nas prateleiras e perda de mercados.

Para Lula, uma narrativa política irresistível: "O Brasil não se curva".

O valor de estar certo

Krugman não é unanimidade, mas suas previsões movimentam mercados. Quando ele fala, bilhões mudam de mãos.

Sua análise sobre o Brasil acontece num momento crítico. Trump assume em janeiro prometendo "America First". Lula responde com "Brasil soberano".

No meio desse cabo de guerra, fortunas serão feitas e perdidas.

E os políticos mais ricos do Brasil já estão posicionando seus tabuleiros.

Carolina Pereira Ferraz

Carolina Pereira Ferraz

Cronista de poder e dinheiro. Ex-Forbes Brasil, ex-Piauí. Especializada em rankings de riqueza, dinastias políticas e herdeiros do poder.