Lula parabeniza novo premiê britânico: quem manda no Brasil?
Enquanto 33 milhões de brasileiros passam fome, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva gastou tempo nesta semana enviando parabéns ao novo primeiro-ministro britânico. A cena resume quem manda no Brasil — e onde estão as prioridades.
Andy Burnham assumiu o cargo substituindo Keir Starmer no Partido Trabalhista do Reino Unido. Lula fez questão de cumprimentá-lo publicamente, evocando laços históricos entre partidos de esquerda.
O jogo de poder internacional
Burnham prometeu atacar o custo de vida que sufoca os britânicos. Ironia: no Brasil, a inflação de alimentos corrói o poder de compra há meses, mas o Planalto prefere cultivar relações externas a enfrentar o problema em casa.
A mensagem de Lula ao premiê britânico não menciona uma única vez a situação econômica brasileira. Nem a alta do dólar. Nem os juros que massacram o trabalhador.
Quem realmente comanda
A pergunta que ninguém quer responder: quem manda no Brasil quando o presidente está ocupado com diplomacia simbólica?
Os números não mentem:
- Dólar acima de R$ 5,70
- Taxa Selic em 14,25% ao ano
- Cesta básica 8% mais cara em 12 meses
- Aprovação presidencial em queda livre
Enquanto isso, Lula cultiva imagem de estadista global. A estratégia tem nome: fuga para frente.
O custo da distração
Burnham herdou um Reino Unido em crise. Lula governa um Brasil também em crise. A diferença? O britânico promete medidas concretas. O brasileiro manda parabéns.
O Partido Trabalhista inglês enfrentou eleições difíceis e perdeu credibilidade com a classe média. Soa familiar? Deveria. O PT brasileiro segue roteiro parecido — priorizar narrativa internacional enquanto perde terreno doméstico.
"Fortalecer laços com governos progressistas é fundamental para o multilateralismo", disse o Planalto em nota oficial.
Multilateralismo não paga conta de luz. Não enche geladeira. Não reduz desemprego.
A conta que não fecha
Andy Burnham tem 54 anos e construiu carreira atacando desigualdade. Lula tem 79 e já governou o Brasil outras duas vezes. Ambos vendem discurso social. Só um está entregando propostas objetivas nas primeiras 48 horas de mandato.
O interesse financeiro por trás da cortesia diplomática é simples: Brasil busca investimentos britânicos. Londres controla fundos que movimentam trilhões. Lula precisa desse dinheiro para financiar promessas eleitorais não cumpridas.
Mas investidor estrangeiro não é bobo. Vê instabilidade fiscal, vê briga com Banco Central, vê presidente mais preocupado com agenda externa que reformas estruturais.
O veredito do mercado
Desde o início do terceiro mandato, Lula perdeu capital político e credibilidade econômica. Mensagens simpáticas a líderes estrangeiros não revertem esse quadro.
Quem manda no Brasil hoje? Nem o presidente, nem o Congresso, nem o Judiciário. Quem manda é a desconfiança — do mercado, do investidor, do eleitor que vê promessas virarem fumaça.
Andy Burnham prometeu resultados. Lula prometeu parabéns. A diferença explica por que um País cresce e outro patina.