Lula afunda: 50% reprovam governo e herdeiros políticos tremem

Lula afunda: 50% reprovam governo e herdeiros políticos tremem
Foto: Metrópoles

Enquanto você ralava para pagar a conta do supermercado que não para de subir, Lula viu sua aprovação derreter como gelo no asfalto. A Real Time Big Data acaba de jogar na mesa um número que faz os herdeiros políticos do Brasil suar frio: 50% de desaprovação.

São 46% que ainda aprovam. Quatro pontos de diferença. Uma margem que cabe no bolso de um terno italiano.

Os números que o Planalto não quer ver

A pesquisa destrincha o estrago: 17% consideram o governo ótimo. Do outro lado da trincheira, 24% classificam como péssimo. É matemática pura, sem rodeios de marqueteiro.

O que está em jogo aqui não é apenas popularidade. É a máquina de sucessão que já ronca nos bastidores de Brasília. Herdeiros políticos do petismo olham esses números e fazem as contas: quanto vale uma herança manchada?

O preço da sucessão

No Brasil, política é negócio de família. Sempre foi. Os herdeiros políticos constroem impérios sobre sobrenomes, sobre legados, sobre a promessa de continuidade. Mas continuidade de quê, exatamente?

Com Lula escorregando nas pesquisas, a galinha dos ovos de ouro começa a cacarejar menos. Deputados alinhados, governadores fiéis, prefeitos que apostaram no cavalo errado — todos olham para 2026 e sentem o chão tremer.

Porque no fim das contas, poder não se herda apenas por DNA. Herda-se por números.

Quem ganha com a queda

A oposição já afia as garras. Cada ponto percentual de queda representa milhões em futuros contratos, em influência, em acesso aos cofres públicos que movimentam bilhões.

Não se engane: essa briga não é ideológica. É pelo cofre.

Os herdeiros políticos do outro lado da cerca já ensaiam o discurso de 2026. Já contratam marqueteiros. Já fazem suas alianças em jantares de R$ 5 mil o couvert, enquanto você decide entre carne ou frango no mês.

O que significa para você

Você, que não tem sobrenome político nem padrinho em Brasília, precisa entender uma coisa: esses números definem quem vai sentar na cadeira que controla sua vida pelos próximos anos.

Definem quem vai decidir quanto você paga de imposto. Quanto custa seu combustível. Se seu filho vai ter vaga na escola pública ou não.

A Real Time Big Data não fez apenas uma pesquisa. Tirou uma radiografia do poder. E a imagem não está bonita para quem aposta no legado.

A herança envenenada

Herdeiros políticos no Brasil vivem um dilema: abraçar o padrinho que afunda ou pular do barco antes que seja tarde demais. Os espertos já estão de colete salva-vidas.

Porque no mercado do poder, como em qualquer mercado, vale a lei da oferta e da procura. E quando a mercadoria perde valor, os ratos abandonam o navio.

Cinquenta por cento de desaprovação não é apenas um número. É o prenúncio de uma debandada. É o sinal verde para traições, para realinhamentos, para a dança das cadeiras que sempre acontece quando o vento muda de direção.

E o vento mudou.

Carolina Pereira Ferraz

Carolina Pereira Ferraz

Cronista de poder e dinheiro. Ex-Forbes Brasil, ex-Piauí. Especializada em rankings de riqueza, dinastias políticas e herdeiros do poder.