Lutador do UFC compra banquinho de rival por R$ 25 mil — ou não?

Lutador do UFC compra banquinho de rival por R$ 25 mil — ou não?
Foto: sherdog.com

Vinte e cinco mil reais por um banquinho de plástico. Esse é o preço que Paddy Pimblett, lutador britânico do UFC, teria desembolsado para comprar o banco usado por seu rival Ilia Topuria no octógono. Ou não.

A história viralizou nas redes sociais depois que Pimblett postou foto com o tal banquinho, insinuando ter adquirido o objeto como troféu da rivalidade. O gesto seria uma provocação direta ao campeão peso-pena, com quem trocou farpas públicas nas últimas semanas.

A dona do banquinho aparece

Só que agora uma mulher não identificada veio a público refutar a versão. Segundo ela, o banquinho continua em sua posse e jamais foi vendido ao lutador de Liverpool.

A declaração joga água fria na narrativa construída por Pimblett, conhecido por suas provocações e marketing agressivo dentro e fora do cage.

O episódio levanta questões sobre até onde vai o show no mundo das lutas. Pimblett, que acumula 21 vitórias na carreira, sabe que atenção se converte em dinheiro — seja através de patrocínios, pay-per-view ou negociações de contrato.

Quanto vale uma briga fabricada?

No UFC, rivalidades vendem. McGregor versus Khabib faturou milhões justamente pela animosidade real (ou não) entre os dois. Pimblett claramente estuda o manual.

Topuria, de origem georgiana e espanhola, é campeão invicto com 16 vitórias. Uma luta entre os dois seria blockbuster garantido, mas ainda não há data marcada.

Enquanto isso, o britânico segue fabricando manchetes — verdadeiras ou falsas.

O preço da atenção

Compare: um lutador iniciante no UFC recebe entre US$ 12 mil e US$ 15 mil por combate. Pimblett já está em outro patamar, com contratos que ultrapassam seis dígitos quando somados bônus e patrocínios.

Um banquinho de R$ 25 mil? Troco de bar para quem movimenta esse tipo de cifra.

A questão não é se ele comprou ou não o objeto. A questão é quantas pessoas estão falando sobre Paddy Pimblett agora — incluindo você, que chegou até aqui.

No final das contas, missão cumprida.

A mulher que refutou a compra não deu mais detalhes sobre sua relação com o banquinho ou com Topuria. O silêncio de ambos os lutadores após a negativa também chama atenção.

Resta saber se Pimblett vai dobrar a aposta ou admitir o blefe. Conhecendo seu histórico, a primeira opção parece mais provável.

Fernando Andrade Villela

Fernando Andrade Villela

Investigador financeiro. Cobre offshores, patrimônio declarado vs. real, e o cruzamento entre política e mercado.