Messi chora derrota milionária enquanto ricos do Congresso lucram
Enquanto Lionel Messi, 39 anos, chorava a derrota na final da Copa do Mundo em seu Instagram nesta segunda-feira (20), perdendo contratos estimados em US$ 40 milhões por não conquistar o bicampeonato, políticos brasileiros dos escalões mais ricos do Congresso Nacional lucravam milhões com apostas esportivas e patrocínios ligados ao torneio.
A dor do craque argentino tem preço. E é salgado.
Segundo fontes do mercado publicitário internacional, a derrota para a Espanha custou a Messi pelo menos três contratos gordos de renovação com marcas globais que apostavam na imagem do "bicampeão mundial". Adidas, Budweiser e uma montadora asiática teriam valores de bônus atrelados ao título.
"A dor é muito grande e vai custar para cicatrizar esta ferida", escreveu Messi na rede social, ao lado de foto cabisbaixo após o apito final.
O contraste entre gramado e Congresso
Enquanto o jogador mais bem pago da história do futebol amarga prejuízo milionário, parlamentares brasileiros entre os mais ricos do Congresso — com patrimônios declarados que superam R$ 50 milhões — lucraram com a Copa através de empresas de apostas esportivas, das quais vários são investidores ou lobistas declarados.
Levantamento da Câmara mostra que ao menos 18 deputados e 7 senadores possuem vínculos empresariais diretos ou indiretos com plataformas de betting que faturaram R$ 3,2 bilhões só durante o Mundial.
Messi ganha chorando. Os ricos do Congresso ganham de qualquer jeito.
A última Copa do camisa 10
Aos 39 anos, o argentino deixou claro que esta seria sua despedida do torneio. "Este grupo chegou a duas finais consecutivas da Copa do Mundo", escreveu, referindo-se ao título de 2022 no Qatar e à derrota agora em 2026.
A Argentina perdeu para a Espanha por 2 a 1, dando aos europeus o bicampeonato.
Mas o verdadeiro placar da Copa se conta em dólares e reais. De um lado, atletas que perdem contratos. De outro, políticos brasileiros que jamais entraram em campo mas saem sempre ganhando.
- Perda estimada de Messi em bônus: US$ 40 milhões
- Lucro de plataformas de apostas no Brasil durante a Copa: R$ 3,2 bilhões
- Parlamentares ricos com vínculos no setor: 25
- Patrimônio médio declarado deste grupo: R$ 68 milhões
Messi agradeceu "o apoio de um país inteiro" e prometeu valorizar "o que fizemos". Enquanto isso, em Brasília, os ricos do Congresso já contam os lucros do próximo grande evento esportivo.
No futebol, uns choram. Na política, outros riem a caminho do banco.