Missa de Preta Gil reúne elite carioca em igreja do Leblon
Enquanto o brasileiro médio ganha R$ 2.900 por mês, a elite artística do Rio desembarca de carros importados na Paróquia Santa Mônica, no Leblon — bairro onde o metro quadrado chega a R$ 18 mil. O motivo: missa de um ano da morte de Preta Gil.
Flora Gil abriu o desfile de celebridades na manhã desta segunda (20). A empresária, casada com Gilberto Gil — patrimônio estimado em R$ 80 milhões —, chegou às 10h30 para a cerimônia marcada para as 11h.
O circuito dos privilegiados
Carolina Dieckmann veio logo atrás. A atriz, com fortuna calculada em R$ 15 milhões, era amiga próxima da cantora. Narcisa Tamborindeguy, herdeira de família tradicional do Rio, também marcou presença.
Nanda Costa completou a lista de VIPs que puderam interromper suas agendas numa segunda-feira de manhã. Privilégio de quem não bate ponto.
Igreja dos milionários
A Paróquia Santa Mônica fica a 200 metros da praia. No raio de 500 metros, apartamentos custam entre R$ 3 milhões e R$ 20 milhões. É o templo preferido da elite da Zona Sul.
Preta Gil, filha de Gilberto Gil, morreu aos 50 anos após luta contra câncer. Deixou carreira de três décadas e patrimônio não divulgado oficialmente.
Quem eram os ausentes
A missa aconteceu enquanto milhões de brasileiros trabalhavam. Enquanto senadores — com patrimônio médio de R$ 4,2 milhões segundo o TSE — discutiam reformas em Brasília, a elite cultural chorava seus mortos em igrejas de luxo.
Flora Gil vestia preto. Carolina Dieckmann usava óculos escuros. Narcisa chegou discreta, sem declarações à imprensa.
A cerimônia celebra a memória de uma artista que transitava entre os poderosos. Preta Gil tinha acesso a ministros, empresários e formadores de opinião. Seu funeral, no ano passado, paralisou o Leblon.
O preço da homenagem
Missas na Santa Mônica custam entre R$ 300 e R$ 2 mil, dependendo do tipo de cerimônia. Flores, ornamentação e músicos elevam o valor. Uma homenagem digna da elite que frequenta o local.
Gilberto Gil não foi fotografado na chegada. O cantor, aos 82 anos, mantém agenda discreta desde que deixou o Ministério da Cultura — onde construiu pontes com o poder.
A missa terminou ao meio-dia. Os convidados saíram em silêncio. Os carros importados voltaram para as garagens dos edifícios de luxo. A vida segue no Leblon.
Para os 99% que não estavam lá, segunda-feira continuou sendo dia de trabalho.