Paddy Pimblett vale milhões após nocaute relâmpago no UFC 329

Paddy Pimblett vale milhões após nocaute relâmpago no UFC 329
Foto: mmafighting.com

Enquanto o salário do Congresso 2026 promete estourar os R$ 45 mil mensais, Paddy Pimblett acabou de transformar 69 segundos de luta em um império de milhões de dólares.

O lutador britânico "roubou a porra do show" no UFC 329, segundo palavras de Matt Brown, veterano do octógono. Pimblett nocauteou Saint Denis em tempo recorde — ironicamente, o mesmo tempo que Conor McGregor levou para destruir o próprio joelho na mesma noite.

O contraste que vale ouro

McGregor entrou como a estrela bilionária. Saiu de maca em 69 segundos com o joelho explodido.

Pimblett entrou como coadjuvante. Saiu em menos tempo com Saint Denis apagado no chão e seu valor de mercado multiplicado.

"The Baddy" não é mais apenas popular. Agora é lucrativo. Muito lucrativo.

Quanto vale um nocaute relâmpago?

Fontes da indústria estimam que o cachet de Pimblett para a próxima luta pode ultrapassar US$ 2 milhões — cerca de R$ 11 milhões. Isso sem contar bônus, patrocínios e PPV.

Para comparação: um deputado federal brasileiro leva quatro anos de salário para juntar isso. Pimblett fez em um minuto.

Mas Matt Brown, que conhece o negócio por dentro, não está vendido.

"Ele roubou a porra do show, sem dúvida. Mas roubar show não te faz campeão. Material de título é outra conversa"

O problema do hype instantâneo

Brown tem razão em hesitar. O UFC é um cemitério de estrelas instantâneas que evaporaram na primeira defesa de título.

Pimblett tem carisma. Tem nocaute. Tem legião de fãs britânicos dispostos a pagar PPV.

O que ele não tem — ainda — é histórico contra top 5 do ranking.

Saint Denis estava em ascensão, mas não era Oliveira. Não era Gaethje. Não era o nível que separa contendores de campeões.

O timing perfeito do desastre alheio

A lesão catastrófica de McGregor foi o presente embrulhado que Pimblett não pediu, mas aceitou com prazer.

Com o irlandês fora de combate por tempo indeterminado, o UFC precisa urgentemente de uma estrela britânica para vender pay-per-view na Europa.

Pimblett é a escolha óbvia. Jovem, carismático, nocauteador e — crucial — saudável.

Dana White já está calculando os zeros.

A matemática do octógono

Três cenários para Pimblett agora:

  • Luta contra nome estabelecido do top 10 — teste real de capacidade
  • Outra vitrine contra oponente vendável mas vencível — construir hype
  • Título eliminatório precipitado — arriscado, mas lucrativo

O mais provável? O segundo. O UFC sabe embalar produto.

Matt Brown sabe disso também. Por isso o elogio vem com ressalva. Ele viu essa história antes.

"Material de campeão se prova contra campeões. Não em 69 segundos contra Saint Denis".

O veredicto financeiro

Pimblett não precisa ser campeão para ser milionário. Ele já é.

A questão agora é: quanto ele quer ganhar versus quanto está disposto a arriscar?

Superestrelas vendem lutas. Campeões defendem cinturões. São negócios diferentes.

McGregor escolheu o primeiro caminho e faturou bilhões. Também destruiu o joelho tentando voltar pro segundo.

Pimblett tem 69 segundos de decisão pela frente. E milhões dependendo da escolha.

Carolina Pereira Ferraz

Carolina Pereira Ferraz

Cronista de poder e dinheiro. Ex-Forbes Brasil, ex-Piauí. Especializada em rankings de riqueza, dinastias políticas e herdeiros do poder.