Patrimônio dos senadores: Castro e Ciro Nogueira lideram no Piauí
Enquanto o salário mínimo vale R$ 1.412, dois políticos com patrimônios milionários disputam o controle das duas vagas do Senado pelo Piauí. Marcelo Castro e Ciro Nogueira lideram a corrida eleitoral no estado mais pobre do Nordeste.
O levantamento Atlas consolida primeiro e segundo votos. Castro aparece na frente. Ciro Nogueira vem logo atrás. Os dois veteranos da política piauiense concentram as preferências do eleitorado.
Quanto valem os candidatos
Marcelo Castro acumulou fortuna ao longo de décadas na política. Médico de formação, ele construiu carreira alternando cargos executivos e legislativos. Seu patrimônio declarado ao TSE supera a casa dos milhões.
Ciro Nogueira não fica atrás. Ex-ministro de Bolsonaro, ele comanda um dos maiores partidos do Centrão. Sua família domina a política piauiense há gerações. O patrimônio dos senadores cresce enquanto o Piauí segue na lanterna do desenvolvimento nacional.
A disputa pelo poder
Castro versus Ciro. Dois pesos-pesados medem forças. Ambos querem garantir presença no Senado pelos próximos oito anos. O mandato de senador paga R$ 44 mil mensais — mais auxílios, verbas de gabinete e passagens aéreas ilimitadas.
O Atlas consolida pesquisas de intenção de voto. A metodologia soma primeira e segunda opções dos eleitores. Castro mantém vantagem numérica. Ciro pressiona. Os demais candidatos brigam por migalhas.
Quem está por trás
Castro representa o MDB, partido que atravessou todas as crises institucionais do país. Ele já foi governador do Piauí. Conhece cada rincão do estado. Sua base eleitoral se espalha pelo interior.
Ciro comanda o PP, sigla que negocia apoio a qualquer governo em troca de cargos e verbas. Ele articulou a entrada do partido na base de Lula depois de servir Bolsonaro. Pragmatismo define sua trajetória.
O que está em jogo
Duas vagas no Senado significam poder de veto sobre reformas. Senadores aprovam ministros do STF. Eles podem barrar CPIs. Controlam verbas federais destinadas aos estados.
O Piauí recebe bilhões em transferências da União todo ano. Quem ocupa as cadeiras no Senado define para onde vai esse dinheiro. Obras, empregos públicos e contratos dependem dessa articulação.
Castro promete experiência administrativa. Ciro vende trânsito em Brasília. Ambos garantem que vão defender os interesses do estado. O eleitorado piauiense decide quem terá acesso aos cofres federais.
Os números da desigualdade
O Piauí tem IDH de 0,697 — um dos piores do Brasil. Mais de 40% da população vive com menos de meio salário mínimo. Enquanto isso, o patrimônio dos senadores cresce eleição após eleição.
Castro e Ciro investem milhões em campanhas. Santinhos, carros de som e comícios custam caro. O retorno financeiro vem depois: oito anos de mandato, influência sobre bilhões em verbas públicas e portas abertas no mercado privado.
A eleição acontece em 2026. Até lá, os dois candidatos vão percorrer o estado. Vão apertar mãos, distribuir promessas e pedir votos. O patrimônio dos senadores continuará crescendo, independentemente do resultado nas urnas.