Trump e Infantino na final da Copa: o clube dos bilionários
Enquanto o brasileiro médio ganha R$ 3.135 por mês, dois homens que movimentam bilhões vão dividir o camarote VIP na final da Copa do Mundo de 2026. Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, e Gianni Infantino, mandachuva da Fifa, confirmaram presença conjunta no jogo decisivo do torneio.
A cena não é apenas protocolar. É uma vitrine de poder com cifras estratosféricas.
O troféu de ouro nas mãos de Trump
Trump não vai apenas assistir. O presidente americano entregará pessoalmente o troféu ao campeão mundial. Um gesto simbólico que carrega peso geopolítico e financeiro.
A Copa do Mundo movimenta US$ 7 bilhões em receitas diretas para a Fifa. Infantino transformou a entidade numa máquina de lucro desde que assumiu, em 2016. As reservas da federação saltaram de US$ 1,5 bilhão para mais de US$ 4 bilhões.
Trump, por sua vez, declarou patrimônio de US$ 6,5 bilhões — número contestado pela Forbes, que estima US$ 2,6 bilhões. Mesmo na versão mais conservadora, está anos-luz distante do ranking de bilionários brasileiros médios.
O negócio por trás da bola
A Copa de 2026 será a primeira com 48 seleções. Mais jogos, mais ingressos, mais dinheiro. Estados Unidos, México e Canadá dividem a sede — mas quem comanda o palco principal é Trump.
As cidades-sede americanas investiram US$ 2 bilhões em infraestrutura. Estádios privados de bilionários como Stan Kroenke (dono do SoFi Stadium) e Jerry Jones (AT&T Stadium) receberão partidas decisivas.
Infantino sabe o valor disso. A Fifa garantiu isenção fiscal total nos EUA durante o Mundial. Zero impostos sobre bilhões faturados em solo americano. Um acordo que só Trump poderia chancelar com essa desenvoltura.
Quem ganha com essa parceria
O encontro não é casual. Trump quer projetar poder global. Infantino precisa do mercado americano para expandir o futebol — e as receitas da Fifa.
Enquanto isso, o torcedor brasileiro que sonha em ir à final enfrenta pacotes de viagem acima de R$ 35 mil. Ingressos na casa dos US$ 2 mil. O equivalente a nove meses de salário mínimo no Brasil.
Para comparação: o ranking de bilionários brasileiros tem 65 nomes em 2025, segundo a Forbes. O mais rico, Eduardo Saverin, acumula US$ 28 bilhões. Nem ele se compara à máquina de dinheiro que é uma Copa do Mundo sob gestão Infantino.
O símbolo do poder
A imagem de Trump entregando o troféu ao lado de Infantino será reproduzida em 200 países. Audiência estimada: 1,5 bilhão de pessoas. É marketing político e esportivo num pacote dourado.
A Fifa já garantiu US$ 1,2 bilhão só em direitos de transmissão para 2026. Os patrocinadores principais pagaram US$ 150 milhões cada um pelo selo de parceiro oficial.
Trump ganha palanque global sem gastar um centavo. Infantino consolida a Fifa como império financeiro disfarçado de entidade esportiva.
No final, o placar que importa não está nos gramados. Está nas contas bancárias e nas alianças entre quem realmente manda no jogo.