Usyk x Wilder: última luta vale US$ 100 mi e entra no radar do UFC
Enquanto brasileiros discutem poder e dinheiro em Brasília, outro tipo de poder — o dos socos — movimenta cifras que fariam corar qualquer lobista da Esplanada. Oleksandr Usyk, o ucraniano que domina o boxe peso-pesado mundial, está desenhando sua aposentadoria. O alvo? Deontay Wilder. O prêmio? Algo próximo de US$ 100 milhões divididos entre os dois.
Usyk não é apenas um boxeador. É uma marca que fatura fortunas para promotores, canais de TV e apostadores. Campeão unificado dos pesados, invicto em 23 lutas profissionais, ele vale ouro no mercado da pancadaria refinada. Wilder, o nocauteador americano com 43 vitórias e apenas 3 derrotas, representa o adversário perfeito para uma despedida pirotécnica.
Zuffa Boxing entra no jogo
O que torna essa história ainda mais suculenta: Usyk deixou escapar que a Zuffa Boxing — braço de boxe do império UFC, controlado pela Endeavor — pode estar envolvida nas negociações. A Zuffa tentou entrar pesado no boxe há anos, fracassou, mas agora parece querer voltar com tudo.
A Endeavor, dona do UFC e da WWE, vale US$ 13 bilhões na bolsa. Para eles, bancar uma superluta Usyk x Wilder é fichinha. O interesse é estratégico: dominar todas as frentes do combate global. MMA já conquistaram. Wrestling também. Falta o boxe — o esporte que ainda move bilhões em pay-per-view e apostas.
Quanto vale um soco de despedida?
Segundo fontes do circuito, Usyk pode embolsar entre US$ 50 e US$ 60 milhões apenas por subir no ringue. Wilder levaria algo entre US$ 30 e US$ 40 milhões. Para comparar: isso é mais do que o orçamento anual de dezenas de cidades brasileiras. É dinheiro suficiente para comprar mansões, jatinhos e políticos — não necessariamente nessa ordem.
A diferença entre boxe e política? No boxe, pelo menos, você vê quem leva o soco.
O timing perfeito
Usyk, 37 anos, está no auge. Derrotou Tyson Fury duas vezes e não tem mais desafios óbvios. Wilder, 39, está em fase de reconstrução após derrotas traumáticas para Fury. Mas seu poder de nocaute continua intacto — 42 dos 43 triunfos vieram antes do limite. É o tipo de ameaça que vende pay-per-view.
A Zuffa sabe disso. Dana White, presidente do UFC, sempre teve inveja do dinheiro que boxeadores de elite faturam. Agora, com a máquina de marketing da Endeavor, pode finalmente pegar sua fatia do bolo.
O que está em jogo
- Legado: Usyk quer sair por cima, como os grandes
- Dinheiro: US$ 100 milhões no total, conservadoramente
- Controle: Zuffa Boxing pode virar player dominante no esporte
- Entretenimento: Usyk técnico vs Wilder brutamontes é ouro televisivo
A conta final
Enquanto isso, no Brasil, discutimos quem recebe ou não recebe emendas parlamentares. Lá fora, dois homens dividem o equivalente a 500 milhões de reais por 36 minutos de trabalho — 12 rounds de 3 minutos cada.
Usyk ainda não bateu o martelo, mas confirmou à imprensa especializada que conversas estão avançadas. A luta pode acontecer no segundo semestre de 2025, provavelmente nos Estados Unidos ou Arábia Saudita — onde xeques pagam cifras astronômicas para sediar eventos esportivos.
No final, tudo se resume a poder e dinheiro. Só que no boxe, pelo menos, as regras são claras: o melhor soco vence.