Vieira, um dos políticos mais ricos do Brasil, chama PGR de 'patética'

Vieira, um dos políticos mais ricos do Brasil, chama PGR de 'patética'
Foto: Metrópoles

Um senador com patrimônio declarado de R$ 14,8 milhões chamou a Procuradoria-Geral da República de "patética". Eduardo Girão Vieira, que figura entre os políticos mais ricos do Brasil, reagiu assim à acusação de abuso de autoridade movida contra ele.

O dinheiro fala. E quando fala alto, costuma desdenhar das instituições.

O que está em jogo

A PGR acusa Vieira de abuso de autoridade em investigação que tramita no Supremo Tribunal Federal, sob relatoria do ministro Gilmar Mendes. Os detalhes da acusação permanecem sob sigilo, mas o senador não esconde o desprezo pela ação.

Em entrevista ao podcast "Acorda, Metrópooles", Vieira disparou: a acusação é "patética". Disse ainda que a ação judicial não atrapalhará seus planos eleitorais.

"Não vai interferir em nada. É uma coisa patética"

Campanha milionária confirmada

O senador confirmou que disputará a reeleição em 2026. Com patrimônio robusto e acesso a fontes de financiamento, Vieira se prepara para investir pesado na campanha.

Entre os políticos mais ricos do Brasil, o senador acumula bens que incluem participações em empresas, imóveis e investimentos financeiros. A declaração oficial ao TSE mostra R$ 14,8 milhões — número que o coloca no seleto grupo dos parlamentares milionários.

Quem contra quem

De um lado: a Procuradoria-Geral da República, órgão responsável por acusar autoridades por crimes. Do outro: um senador milionário que trata a acusação como irrelevante.

O ministro Gilmar Mendes, relator do caso no STF, ainda não se pronunciou sobre o cronograma da ação. Enquanto isso, Vieira segue em campanha antecipada.

O padrão dos políticos mais ricos

Vieira não é exceção. O Congresso Nacional abriga dezenas de parlamentares com patrimônios que superam os R$ 10 milhões. Muitos enfrentam processos judiciais sem que isso abale suas bases eleitorais.

A combinação é conhecida: dinheiro para campanha, estrutura jurídica robusta e discurso de perseguição política. Funciona especialmente bem quando o eleitor está mais preocupado com o próprio bolso do que com o patrimônio do candidato.

O brasileiro médio ganha R$ 2.800 por mês. Levaria 440 anos para acumular o que Vieira declarou ter hoje.

O que vem pela frente

A ação da PGR seguirá seu curso no STF. Vieira seguirá o dele no Senado e nas ruas, preparando a campanha de 2026. A acusação de abuso de autoridade pode virar peça de propaganda — "perseguição do sistema contra quem incomoda".

É o jogo. Poder contra poder. Instituição contra patrimônio. E no meio, o eleitor decidindo se R$ 14,8 milhões tornam alguém mais ou menos confiável para representá-lo.

Por enquanto, o senador está tranquilo. Chamou a PGR de patética e foi almoçar.

Isabela Guimarães Coutinho

Isabela Guimarães Coutinho

Editora de perfis. Escreve retratos de personagens do poder — do bilionário ao aliado invisível do Planalto.