Dinastias políticas brasileiras fracassam na alfabetização
Enquanto os filhos da elite frequentam escolas bilíngues que custam R$ 5 mil mensais, 12 Estados brasileiros não conseguem ensinar crianças pobres a ler e escrever. A conta? Paga pelo contribuinte.
Sete desses Estados fracassados são governados pela direita. Cinco pela esquerda. O denominador comum: sobrenomes que circulam o poder há décadas.
A meta era simples: 80% das crianças alfabetizadas. Doze governadores, bancados por orçamentos bilionários, não entregaram.
Quem são os campeões do fracasso
Roraima lidera o ranking da vergonha. Menos de 50% das crianças sabem ler. O governador? Antonio Denarium, do Progressistas, partido que controla bilhões em emendas parlamentares.
Acre vem logo atrás. Gladson Cameli, também do Progressistas, preside um Estado onde a maioria das crianças termina o segundo ano sem dominar o alfabeto. O orçamento estadual? R$ 7 bilhões anuais.
Amapá completa o pódio da incompetência. Clécio Luís, do Solidariedade, administra recursos federais generosos. Resultado nas salas de aula: pífio.
A esquerda também erra
Não é questão ideológica. É questão de gestão — ou falta dela.
Dois governadores de esquerda aparecem na lista da vergonha. Bahia e Pará, Estados ricos em recursos naturais e pobres em resultados educacionais.
Jerônimo Rodrigues, do PT baiano, governa um Estado com orçamento de R$ 60 bilhões. Não consegue alfabetizar 80% das crianças.
Helder Barbalho, do MDB paraense, herdou o cargo do pai. A dinastia familiar controla o Pará há décadas. As crianças continuam sem aprender a ler.
Ceará: a exceção que expõe a regra
Elmano de Freitas, governador petista do Ceará, alcançou 84%. Acima da meta. Acima da média nacional. Acima dos Estados ricos do Sul e Sudeste.
O segredo? Continuidade. O Ceará investe em alfabetização desde os irmãos Ferreira Gomes, passando por Cid Gomes, até Camilo Santana. Uma política de Estado, não de governo.
Enquanto isso, Roraima troca secretários de educação como troca de roupa. Acre prioriza obras superfaturadas. Amapá distribui cargos para aliados.
O custo real da incompetência
Cada criança não alfabetizada representa:
- Menor renda futura (até 30% a menos ao longo da vida)
- Maior chance de desemprego
- Perpetuação da pobreza intergeracional
- Dependência de programas sociais
Os governadores responsáveis? Seguem com salários de R$ 30 mil mensais, auxílios moradia, carros blindados e seguranças particulares pagos pelo erário.
Dinastias vs. Resultados
Analise os 12 Estados abaixo da meta. Encontrará um padrão: sobrenomes repetidos, famílias no poder há gerações, alianças que sobrevivem a escândalos.
Barbalho no Pará. Cameli no Acre. Clãs políticos regionais que tratam Estados como feudos medievais.
A direita governa mais Estados fracassados (sete contra cinco). Mas a questão transcende ideologia. É sobre dinastias políticas brasileiras que transformaram gestão pública em negócio de família.
Enquanto isso, João, 7 anos, morador de Boa Vista, não consegue ler esta matéria. Maria, 8 anos, de Rio Branco, escreve o próprio nome com três erros.
O governador segue no cargo. O ciclo continua. A alfabetização, não.