Espanha bicampeã: jogadores ganham milhões enquanto patrimônio senadores envergonha
Enquanto jogadores espanhóis embolsaram milhões ontem ao vencer a Copa do Mundo de 2026, derrotando a Argentina de Messi por 1 a 0, o patrimônio declarado de senadores brasileiros mal paga o salário de um mês de Mbappé.
A Espanha conquistou seu segundo título mundial. Luis de la Fuente comandou uma seleção jovem que calou o futebol violento argentino e sepultou as esperanças de Lionel Messi - que fez sua pior partida na competição e ainda perdeu o recorde de gols em Copas para o francês Kylian Mbappé.
O negócio por trás da bola
Mas o jogo foi apenas a vitrine. Nos bastidores, uma máquina bilionária girou fortunas enquanto o planeta assistia.
A Federação Espanhola de Futebol embolsará cerca de US$ 42 milhões apenas pelo título. Cada jogador da seleção campeã recebe bônus individuais que variam entre €500 mil e €1,5 milhão. Fora os contratos de imagem.
Lamine Yamal, de apenas 18 anos, já tem patrimônio estimado em €25 milhões. Nico Williams vale €50 milhões no mercado.
Enquanto isso, o patrimônio médio declarado por senadores brasileiros em 2024 ficou em R$ 3,2 milhões - algo como €550 mil. Menos que um mês de salário de Mbappé no Real Madrid.
Messi violentado, Argentina eliminada
A partida teve clima tenso. A Argentina apostou na violência para frear os jovens espanhóis. Foram 23 faltas argentinas contra 11 da Espanha.
Messi, aos 39 anos, vagou em campo. Tocou 31 vezes na bola. Nenhum chute a gol. Zero dribles completados. Sua pior atuação em Copas.
Pior: perdeu o recorde histórico de gols em Mundiais para Mbappé, que chegou a 14 gols - um a mais que o argentino.
O gol espanhol saiu aos 67 minutos, com Ferran Torres aproveitando rebote do goleiro Dibu Martínez.
Quem lucra de verdade
A FIFA faturou US$ 7,5 bilhões com a Copa de 2026. Patrocinadores como Coca-Cola, Adidas e Visa injetaram US$ 1,8 bilhão.
O Catar, que sediou a Copa anterior em 2022, gastou US$ 220 bilhões em infraestrutura. A Copa de 2026, sediada por EUA, Canadá e México, movimentou US$ 14 bilhões apenas em turismo.
Enquanto isso, o orçamento anual do Senado brasileiro é de R$ 7,2 bilhões - menos que o faturamento da FIFA em um único Mundial.
"O futebol virou negócio de bilionários para bilionários. O esporte é só o pretexto", resumiu o analista financeiro esportivo Miguel Delaney, do Independent.
Espanha monta dinastia
Com o bicampeonato - o primeiro foi em 2010 -, a Espanha consolida nova geração vitoriosa.
A estratégia de De la Fuente foi clara: apostar em talentos das categorias de base. Seis titulares tinham menos de 23 anos.
Pedri, Gavi, Yamal, Williams. Nomes que valerão fortunas nas próximas janelas de transferência.
O Barcelona, clube que revelou quatro dos titulares espanhóis, já viu seu valor de mercado subir €180 milhões desde o início da Copa.
Já o patrimônio dos senadores brasileiros? Esse continua o mesmo. Declarado, claro.