EUA gastam bilhões em ataques ao Irã após morte de soldado
Enquanto você contava moedas no supermercado, o Pentágono queimou milhões em mísseis. Nove dias. Sem parar. O alvo? Irã.
Um soldado americano morreu no Iraque no sábado. No domingo à noite, às 22h, o Comando Central dos EUA encerrou mais uma rodada de ataques contra alvos iranianos. Postaram no X, elegante. Guerra também tem rede social agora.
O Preço da Vingança
Cada míssil Tomahawk custa US$ 2 milhões. Cada drone Reaper, US$ 32 milhões. Multiplique pelos nove dias consecutivos de operação. Faça as contas. O contribuinte americano paga.
Os alvos foram centros de comando militar iraniano, defesas aéreas e instalações costeiras. Tradução: infraestrutura cara sendo destruída por munição ainda mais cara.
Quem Contra Quem
De um lado, Washington e seu orçamento militar de US$ 886 bilhões anuais. Do outro, Teerã e suas milícias espalhadas pelo Iraque. No meio, soldados que morrem longe de casa.
O Comando Central não divulgou quantos ataques foram realizados nesses nove dias. Segredo militar. Transparência só na democracia dos outros.
O Jogo de Poder
Por trás dos comunicados oficiais, um roteiro conhecido: morte de americano vira pretexto para escalada. Escalada vira demonstração de força. Demonstração de força vira contrato gordo para fabricantes de armas.
A Lockheed Martin, maior fornecedora do Pentágono, viu suas ações subirem 3% na semana. A Raytheon Technologies, que fabrica os mísseis, também sorriu. Wall Street adora um conflito bem administrado.
Enquanto isso, em Brasília, diplomatas acompanham de camarote. Brasil mantém relações comerciais com Irã — petróleo, principalmente. Qualquer desestabilização no Golfo Pérsico afeta o preço do barril. E quem paga é você, no posto.
A Conta Que Não Fecha
Nove dias de guerra custam o equivalente ao orçamento anual de saúde de uma cidade média americana. Hospitais veteranos nos EUA têm fila de espera de meses. Mas míssil sai na hora.
O soldado morto no Iraque tinha família. Nome ainda não divulgado — "por respeito aos familiares", disse o Pentágono. Mesma instituição que divulga na velocidade da luz quando destrói um alvo inimigo.
Irã prometeu retaliação. Sempre promete. Às vezes cumpre. O ciclo continua: ataque, contra-ataque, nota de repúdio, reunião de emergência na ONU que não resolve nada.
Quem Lucra
Siga o dinheiro. Contratos de defesa movimentam US$ 850 bilhões anuais globalmente. Conflitos mantêm a demanda aquecida. Paz é péssima para negócios.
Em Washington, lobistas da indústria bélica trabalham 24 horas. Cada senador recebe em média US$ 2 milhões em doações de campanha de fabricantes de armas. Coincidência eles sempre votarem por mais orçamento militar?
Enquanto isso, classe média americana afunda em dívidas estudantis. Mas há dinheiro infinito para bombardear desertos a 10 mil quilômetros de distância.
O Comando Central encerrou os ataques domingo. Encerrou mesmo? Ou só até a próxima morte? História diz que é questão de tempo.