Guerra no Oriente Médio: o que bilionários têm a perder

Guerra no Oriente Médio: o que bilionários têm a perder
Foto: timesofisrael.com

Enquanto você paga R$ 6 no litro da gasolina, eles estão calculando bilhões. A ameaça de Donald Trump ao Irã – "vão pagar muitas vezes mais" pela morte de cada soldado americano – não é só retórica de guerra. É o jogo do petróleo. E no ranking bilionários brasil, tem gente lucrando com cada bomba que cai no Oriente Médio.

Décima noite seguida de bombardeios americanos. O Irã responde mirando Kuwait, Bahrein e Jordânia. Militares morrem. Civis morrem. E enquanto isso, contratos futuros de petróleo disparam nas bolsas de valores.

O preço da guerra (para quem não luta nela)

Trump jura vingança. Diz que conversas com Teerã continuam, segundo autoridades americanas. Mas ninguém acredita em diplomacia quando há dez noites de fogo cruzado.

A matemática é simples: tensão no Golfo Pérsico = preço do barril nas alturas = lucro para quem tem ações em petrolíferas, mineradoras e indústria bélica.

No Brasil, bilionários do setor de energia já sentem o efeito cascata. Ações da Petrobras sobem. Investidores estrangeiros reposicionam portfólios. O ranking bilionários brasil de 2025 vai refletir esse cenário de guerra – alguns nomes vão subir posições sem disparar um único tiro.

Quem ganha quando o mundo perde

Famílias que controlam conglomerados de logística, agronegócio exportador e commodities estão no olho do furacão financeiro. Guerra significa:

  • Rota marítima do Estreito de Ormuz em risco (por onde passa 21% do petróleo mundial)
  • Dólar disparado (bom para quem exporta, péssimo para quem importa)
  • Ouro batendo recordes (refúgio dos super-ricos em tempos de caos)

Enquanto trabalhadores americanos voltam em caixões, executivos em São Paulo, Nova York e Londres ajustam planilhas de Excel. Frio. Calculista. Lucrativo.

O jogo de Trump

Donald Trump não é novato nisso. Durante seu primeiro mandato, quase levou Estados Unidos e Irã à guerra total ao ordenar assassinato do general Qassem Soleimani em 2020. Petróleo bateu US$ 70 o barril naquela semana.

Agora, em 2025, a ameaça se repete. "Muitas vezes mais" – essa é a promessa de retaliação. Mas retaliação custa caro. E quem paga não são os bilionários que aparecem em rankings da Forbes.

São os soldados rasos. As famílias iranianas. Os comerciantes jordanianos. Você, no posto de gasolina.

Brasil na mira indireta

O Brasil não está em guerra. Mas está no tabuleiro. Exportamos para o Oriente Médio. Importamos fertilizantes que dependem de rotas marítimas seguras. E nossos bilionários? Esses jogam nos dois times.

O ranking bilionários brasil de 2024 mostrou 65 nomes com patrimônio acima de US$ 1 bilhão. Desses, pelo menos 18 têm exposição direta a setores afetados por conflitos geopolíticos: energia, agro, mineração, logística.

Quando Trump tuíta ameaças ao Irã às 6h da manhã em Washington, às 8h em São Paulo já tem gente vendendo, comprando, especulando.

O que vem por aí

Conversas diplomáticas continuam, dizem fontes americanas. Mas dez noites de bombardeio não parecem muito diplomáticas.

Se a guerra escalar, prepare-se: combustível mais caro, inflação subindo, recessão à vista. Para a maioria. Para alguns poucos nomes do ranking bilionários brasil, vai ser apenas mais um ano lucrativo.

Poder e dinheiro nunca entram em guerra. Só lucram com ela.

Isabela Guimarães Coutinho

Isabela Guimarães Coutinho

Editora de perfis. Escreve retratos de personagens do poder — do bilionário ao aliado invisível do Planalto.