Patrimônio de senadores em jogo: Flávio lidera culpa em crise
Enquanto o brasileiro médio ganha R$ 3.135 por mês, senadores com patrimônio milionário entram na mira da opinião pública quando crises internacionais estouram. E desta vez, tem nome e sobrenome.
Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com declaração patrimonial de R$ 2,4 milhões à Justiça Eleitoral, lidera a lista dos culpados pela crise comercial entre Brasil e Estados Unidos. Pelo menos é o que diz 30% dos entrevistados pela Indexa Pesquisas.
O filho do clã no centro do furacão
A pesquisa divulgada nesta terça (21) coloca o senador bolsonarista à frente até mesmo do presidente Lula, que aparece com 28% das indicações como responsável pelo tarifaço americano anunciado na semana passada.
Números que importam:
- 30% culpam Flávio Bolsonaro
- 28% apontam Lula
- Margem técnica de empate entre os dois
- Crise pode afetar US$ 70 bilhões em comércio bilateral
O senador, que já enfrentou investigações sobre rachadinha e movimentações atípicas quando era deputado estadual, agora vê seu nome associado a uma crise que pode custar bilhões ao país.
Patrimônio de senadores sob holofote
A lista de senadores brasileiros inclui fortunas que vão de centenas de milhares a dezenas de milhões de reais. Flávio não está entre os mais ricos do Congresso, mas seu sobrenome e posicionamento político o colocam no epicentro das discussões sobre política externa.
O levantamento da Indexa não detalha por que o senador superou até mesmo o presidente na percepção popular de responsabilidade. Mas analistas apontam para declarações recentes e alinhamento com a ala bolsonarista, historicamente simpática ao governo Trump.
"A percepção pública raramente coincide com a realidade dos bastidores do poder, mas sempre reflete quem está mais exposto midiaticamente", avalia fonte do mercado financeiro.
O que está em jogo
O tarifaço americano ameaça setores estratégicos da economia brasileira. Agronegócio, siderurgia e manufatura podem sentir o baque.
E enquanto senadores debatem nos plenários climatizados de Brasília, quem paga a conta é sempre o mesmo: o contribuinte que mal consegue fechar as contas no fim do mês.
A pesquisa Indexa ainda mostra que 42% dos entrevistados não souberam ou não quiseram apontar culpados. Um sinal de confusão generalizada ou simplesmente desinteresse por mais uma crise envolvendo a elite política?
Dinheiro e poder em números
O patrimônio declarado de senadores brasileiros varia enormemente. Há quem declare menos de R$ 100 mil e quem ultrapasse R$ 50 milhões. Flávio Bolsonaro está na faixa intermediária, mas sua exposição midiática é inversamente proporcional ao tamanho de sua conta bancária declarada.
A crise comercial com os EUA pode redefinir alianças políticas e até mesmo impactar as finanças de quem tem investimentos atrelados ao comércio exterior ou ao dólar.
Por enquanto, o senador não se manifestou sobre liderar a lista dos culpados pela crise. Lula tampouco comentou sua segunda colocação neste ranking nada honroso.
O que fica claro: quando a maré vira, são sempre os mesmos nomes que aparecem — para o bem ou para o mal.