Quem manda no Brasil perde R$ 847 mi em falências este ano
Enquanto você luta para fechar as contas no fim do mês, os donos do poder no Brasil estão queimando dinheiro como nunca. R$ 847 milhões em falências decretadas só nos primeiros sete meses de 2026. Isso mesmo: quase um bilhão evaporado.
Os números vazaram do sistema judiciário e revelam o que os colunistas sociais não contam: por trás dos jatinhos e iates, tem muita empresa afundando. E quem paga? Sempre os mesmos.
O clube dos quebrados
As falências decretadas nos últimos meses atingiram desde redes varejistas comandadas por famílias tradicionais até construtoras de magnatas do setor imobiliário. Nomes que circulam em festas de gala e jantares de negócios agora aparecem em petições de credores furiosos.
A Refino, empresa de manufatura controlada por um grupo empresarial paulista, entrou na lista em julho. Passivo declarado: R$ 340 milhões. Funcionários demitidos: 1.200. Indenizações pagas: zero até o momento.
Quem manda realmente
O movimento falimentar expõe a verdadeira face de quem manda no Brasil. Não são gênios dos negócios. São apostadores que erraram a mão, alavancaram patrimônio alheio e agora deixam o prejuízo para fornecedores, trabalhadores e o sistema público.
Três setores lideram o ranking da destruição:
- Construção civil: R$ 312 milhões em falências, quatro grandes grupos
- Varejo: R$ 289 milhões, incluindo duas redes regionais
- Indústria: R$ 246 milhões, com destaque para o setor têxtil
O jogo dos espertos
Aqui está o truque: meses antes de decretar falência, essas empresas distribuíram dividendos gordos aos acionistas. Transferiram ativos para empresas coligadas. Pagaram bônus milionários a diretores.
Um caso chama atenção. Uma construtora de Belo Horizonte pagou R$ 18 milhões em participação nos lucros para cinco executivos em março. Em junho, pediu recuperação judicial alegando caixa insuficiente. Dois meses depois: falência decretada.
A Justiça pode reverter essas operações. Mas o processo demora anos. Enquanto isso, os espertos curtem a grana em Miami.
A conta para você
Falência corporativa não é problema só dos ricos. Quando uma empresa quebra devendo impostos, quem cobre o rombo é o contribuinte. Quando não paga fornecedores, a cadeia toda sofre. Pequenas empresas quebram em efeito dominó.
Os R$ 847 milhões declarados são apenas a ponta do iceberg. Especialistas estimam que o passivo real — incluindo dívidas trabalhistas, fiscais e com fornecedores — supera R$ 2,3 bilhões.
"O sistema favorece quem tem advogados caros e conhece os atalhos legais. O pequeno credor nunca vê a cor do dinheiro", revela um juiz que atua em varas de falência há 15 anos.
O poder protege os seus
Nenhum dos empresários por trás dessas falências foi preso. Nenhum teve bens pessoais bloqueados de forma definitiva. Vários já abriram novas empresas, em nome de laranjas, tocando negócios como se nada tivesse acontecido.
É assim que funciona quando você está no clube certo. Perde milhões, quebra empresas, demite milhares. E continua jantando nos mesmos restaurantes, mandando os filhos para as mesmas escolas internacionais.
Quem manda no Brasil não são os políticos que você vê na TV. São esses empresários invisíveis, que quebram fortunas e começam de novo. Sempre com o dinheiro dos outros.