Ranking bilionários Brasil: indústria cresce e eles engordam
Enquanto o brasileiro comum vê seu poder de compra minguar, o ranking bilionários Brasil comemora: a indústria nacional cresceu 3,2% entre 2023 e 2025, segundo dados apresentados pelo vice-presidente Geraldo Alckmin neste domingo (2).
O número contrasta brutalmente com o período anterior. De 2015 a 2022, a indústria brasileira encolheu 1,6%. Nesse intervalo, gigantes como Ford, Mercedes-Benz, Vibra, Sony, Troller e Audi fecharam suas portas no país.
Quem perdeu, quem ganhou
A conta é simples: fábricas fecharam sob governos anteriores. Agora reabrem — ou pelo menos param de sangrar — sob Lula.
Alckmin, que acumula as funções de vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, não poupou elogios ao governo atual. Segundo ele, o setor industrial voltou a respirar.
Mas quem realmente respira são os nomes do ranking bilionários Brasil. Industriais que resistiram à debandada de multinacionais agora colhem os frutos da retomada.
O preço da desindustrialização
Entre 2015 e 2022, o Brasil viu um êxodo corporativo sem precedentes:
- Ford — fechou fábricas em três estados
- Mercedes-Benz — encerrou produção de veículos de passeio
- Sony — abandonou operações fabris no país
- Audi — encerrou montagem local
- Troller — absorvida e desmontada
- Vibra — reestruturação drástica
Cada fechamento custou milhares de empregos. Cada demissão significou famílias inteiras à deriva.
Enquanto isso, os bilionários que mantiveram operações no país — ou apostaram em setores adjacentes — viram fortunas crescerem. O ranking bilionários Brasil da Forbes registrou aumento patrimonial médio de 18% no mesmo período.
A virada do jogo
Alckmin atribui a recuperação a políticas industriais específicas. Incentivos fiscais, crédito subsidiado e proteção tarifária voltaram ao menu governamental.
"A indústria é estratégica para o país", declarou o vice-presidente, ecoando discursos desenvolvimentistas que pareciam sepultados.
O crescimento de 3,2% pode parecer modesto. Mas representa a diferença entre desemprego em massa e alguma estabilidade para trabalhadores do setor.
Quem lucra de verdade
A pergunta incômoda: esse crescimento industrial beneficia quem?
Trabalhadores das linhas de montagem ganham salários que mal acompanham a inflação. Já os acionistas controladores — muitos presentes no ranking bilionários Brasil — embolsam dividendos gordos.
O patrimônio dos 10 maiores industriais brasileiros somava R$ 287 bilhões em 2022. Em 2025, estima-se que ultrapasse R$ 340 bilhões.
Crescimento industrial? Sim. Distribuição de riqueza? Nem tanto.
"A indústria cresceu, mas o bolso do trabalhador continua vazio" — frase que nenhum ministro dirá publicamente.
Alckmin celebra números. Bilionários celebram lucros. E o brasileiro médio? Esse continua fazendo contas no final do mês, torcendo para que o crescimento de 3,2% chegue até sua mesa.
Enquanto isso, o ranking bilionários Brasil adiciona mais alguns zeros às fortunas de sempre.