Tarifaço de Trump detona SP e SC: US$ 3,8 bi em risco
Enquanto as dinastias políticas brasileiras trocam farpas em Brasília, São Paulo e Santa Catarina estão prestes a levar um nocaute de US$ 3,8 bilhões. É o tarifaço de Donald Trump. E não é blefe.
Dos US$ 7,4 bilhões em exportações brasileiras atingidas pelas tarifas de 25% impostas pelos Estados Unidos, mais da metade—exatos 52%—vem desses dois estados. São Paulo lidera sozinho com US$ 3 bilhões. Santa Catarina responde por US$ 810 milhões.
O Gigante Paulista no Olho do Furacão
São Paulo concentra 41,6% de todo o impacto nacional. O estado que movimenta a economia do país agora vê suas indústrias—de máquinas a alimentos processados—na mira da Casa Branca.
Santa Catarina, com seus 10,9% do bolo tarifado, não fica muito atrás. O estado catarinense, conhecido pelas exportações de proteína animal e produtos industrializados, sente o golpe no bolso dos empresários e trabalhadores.
Quem Perde de Verdade
Não são apenas números abstratos. Por trás desses bilhões estão fábricas, empregos, famílias. Enquanto dinastias políticas brasileiras—dos Sarney aos Bolsonaro, passando pelos clãs do PSDB e PT—disputam narrativas e cargos, o setor produtivo sangra.
A tarifa de 25% não é simbólica. É destrutiva. Produtos brasileiros ficam instantaneamente mais caros no mercado americano. Resultado: perda de competitividade, cancelamento de pedidos, demissões em cascata.
O Jogo de Trump
Trump não escolheu esses setores por acaso. A estratégia é clara: apertar onde dói. São Paulo e Santa Catarina representam a espinha dorsal industrial do Brasil. Atingir esses estados é atingir o coração produtivo brasileiro.
Os US$ 3,8 bilhões em risco nesses dois estados equivalem a:
- Quase 3 anos do orçamento de saúde de Santa Catarina
- Dois terços do que São Paulo investe anualmente em educação
- Salários de centenas de milhares de trabalhadores industriais
Brasília Dorme no Ponto
E o que fazem as dinastias políticas que controlam o Congresso e o Planalto? Pouco além de declarações vagas e reuniões protocolares.
Nenhuma retaliação concreta. Nenhuma estratégia de proteção emergencial. Nenhum plano B para redirecionar exportações.
Os Guedes, os Lula, os herdeiros políticos de sempre parecem mais preocupados em preservar seus feudos eleitorais do que em defender a indústria nacional.
O Preço Real
Para cada US$ 1 bilhão em exportações perdidas, especialistas estimam entre 15 mil e 20 mil empregos em risco direto. Faça as contas: US$ 7,4 bilhões podem significar mais de 100 mil famílias na corda bamba.
São Paulo e Santa Catarina, responsáveis por gerar empregos e riqueza que sustentam boa parte do país, agora precisam se virar sozinhos. O custo político? Zero. Afinal, dinastias não pagam contas. Quem paga é o operário de Joinville e o empresário de Guarulhos.
Trump apertou o gatilho. O tiro acertou em cheio o Sul e o Sudeste. E Brasília, como sempre, assiste da arquibancada VIP.