Trump ameaça Irã enquanto elite move US$ 2 tri em offshores

Trump ameaça Irã enquanto elite move US$ 2 tri em offshores
Foto: timesofisrael.com

Enquanto Donald Trump promete fazer o Irã "pagar muitas vezes" pela morte de cada soldado americano, uma realidade paralela se desenrola: mais de US$ 2 trilhões circulam em offshores ligadas a políticos e empresários que lucram com tensões militares no Oriente Médio.

O presidente norte-americano escalou o tom nesta semana. Dez noites consecutivas de bombardeios. Irã revidando com ataques ao Kuwait, Bahrein e Jordânia. Soldados mortos de ambos os lados. E, curiosamente, negociações diplomáticas em andamento nos bastidores.

O jogo duplo de sempre

Fontes do Departamento de Estado confirmaram ao Times of Israel que Washington mantém canais abertos com Teerã mesmo durante os ataques. É o velho teatro: bombas de um lado, apertos de mão do outro.

Mas quem realmente ganha com isso?

Não são as famílias dos soldados. Nem os civis iranianos sob fogo cruzado.

Investigações recentes apontam que executivos de empresas de defesa, intermediários de petróleo e até políticos mantêm estruturas offshore que se beneficiam diretamente da volatilidade geopolítica. No Brasil, o padrão se repete: offshore de políticos brasil servem para esconder fortunas que crescem quando a instabilidade aumenta.

Quanto custa uma guerra?

Cada míssil lançado pelos EUA custa entre US$ 1 milhão e US$ 3 milhões. Alguém fabrica. Alguém vende. Alguém lucra.

As ações de gigantes da defesa como Lockheed Martin e Raytheon subiram 12% desde o início das tensões. Coincidência? Analistas do mercado financeiro não acreditam nisso.

E enquanto Trump discursa sobre honrar soldados caídos, os mesmos grupos empresariais que financiaram sua campanha têm contratos bilionários com o Pentágono.

"Cada americano morto será vingado muitas vezes", declarou Trump em comunicado oficial.

A retórica é forte. Mas por trás dela, existe um ecossistema financeiro que transforma tragédia em lucro.

O modelo offshore que enriquece na crise

Offshores não são ilegais por si só. Mas sua opacidade permite que fortunas sejam movimentadas sem transparência.

No Brasil, escândalos recentes mostraram como offshore de políticos brasil escondem propinas, desvios e investimentos questionáveis. O mesmo modelo se replica globalmente.

Empresas de fachada nas Ilhas Virgens Britânicas. Contas numeradas na Suíça. Trusts em Delaware. Tudo legal no papel. Tudo imoral na prática.

Enquanto Trump jura vingança e o Irã promete resistir, intermediários financeiros fazem a festa. O sangue derramado no deserto vira dígitos em paraísos fiscais.

Negociações secretas ou cortina de fumaça?

Oficiais americanos confirmaram que conversas com o Irã continuam, mesmo sob bombardeio. O objetivo declarado: evitar escalada nuclear.

Mas analistas de política externa veem outra motivação: ganhar tempo para reposicionar ativos militares e garantir que o conflito permaneça "administrável" — ou seja, lucrativo o suficiente sem se tornar apocalíptico.

O cinismo é absoluto.

Soldados morrem. Famílias choram. Offshores engordam.

E no Brasil? Continuamos assistindo ao show de horror enquanto nossa própria elite política replica o modelo: esconder patrimônio, lucrar com crise alheia, fingir indignação moral.

Trump promete vingança. Mas a única certeza é que quem realmente paga — sempre — são os de baixo.

Carolina Pereira Ferraz

Carolina Pereira Ferraz

Cronista de poder e dinheiro. Ex-Forbes Brasil, ex-Piauí. Especializada em rankings de riqueza, dinastias políticas e herdeiros do poder.