Michelle Bolsonaro disputa Senado: quanto vale a ex-primeira-dama?
Enquanto milhões de brasileiros penam para pagar a conta de luz, Michelle Bolsonaro acaba de entrar oficialmente na disputa por uma das cadeiras mais rentáveis do país: o Senado Federal. Salário mensal? R$ 33,7 mil. Fora os penduricalhos.
O PL confirmou no domingo (2) que a ex-primeira-dama vai concorrer ao Senado pelo Distrito Federal ao lado da deputada Bia Kicis. Duas mulheres, mesma sigla, mesmo objetivo: garantir vaga entre os ricos do Congresso.
O "sinal divino" que veio na hora certa
A candidatura de Michelle era incerta. Ela bateu de frente com o enteado Flávio Bolsonaro, candidato à presidência. Chegou a largar a presidência do PL Mulher. Disse a aliadas que esperava um "sinal divino" para decidir.
O sinal veio. E veio em forma de convenção partidária em Brasília, com direito a palanque e microfone.
Natural de Ceilândia, periferia do DF, Michelle casou-se com Jair Bolsonaro em 2007, quando ele era deputado. Agora, quer sua própria cadeira no Congresso. Primeira candidatura da vida.
Quanto vale um senador?
Os números impressionam. Um senador no Brasil recebe:
- Salário bruto: R$ 33.763 mensais
- Verba de gabinete: até R$ 89 mil por mês
- Cota para passagens aéreas ilimitadas
- Auxílio-moradia para quem não é de Brasília
Mandato de oito anos. Faça as contas.
Não é à toa que o Senado concentra alguns dos políticos mais ricos do país. A Casa alta do Congresso virou sinônimo de poder e dinheiro.
A estratégia do PL
Michelle é a aposta do partido para atrair votos femininos. O PL sabe que precisa de mulheres nas urnas. E apostam que o sobrenome Bolsonaro ainda pesa.
Bia Kicis, atual deputada federal, completa a chapa. Ela preside a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Duas candidatas fortes disputando as duas vagas em jogo.
A estratégia é clara: dominar o Senado pelo DF. Garantir voz no Congresso. Manter o clã Bolsonaro relevante na política nacional.
O que está em jogo
O Distrito Federal elege três senadores. Em 2026, duas vagas estarão em disputa. Michelle e Bia querem as duas.
Se vencerem, o PL garante maioria na bancada do DF no Senado. Traduzindo: controle sobre decisões que afetam a capital federal e, por tabela, o país inteiro.
Porque é de Brasília que saem as leis. É lá que se aprovam orçamentos bilionários. É lá que se decide quem ganha e quem perde neste país.
Michelle deixou Ceilândia para trás há muito tempo. Agora quer voltar não como moradora, mas como senadora. A diferença entre uma coisa e outra? Cerca de R$ 3 milhões em oito anos de salário. Isso sem contar o resto.
O "sinal divino" que ela esperava tinha CEP: Congresso Nacional, Praça dos Três Poderes.